Ele já havia mostrado que não podia confiar
Eu já sabia que a fofura dele era só mais um truque pra
trepar
A massagem era mais uma artimanha para confundir
Ter livre acesso ao nosso corpo com a desculpa das energias
sentir
Pelo meu corpo adormecido deitado na confiança
Pensando que estava com amigo e por tanto em segurança
Entre meu corpo e a lombra de um beck recém fumado
Sinto no meu mamilo um toque indesejado
Eu fiquei foi meio besta, meio sem acreditar
Que aquele lazarento, depois de tanto alisar,
Passando a mão em meu corpo dizendo acarinhar
Tava era caçando um jeito de meu corpo violar
E nessa coisa toda de acariciar,
De fazer massagem pra amiguinha relaxar
Se empolgou com o toque e foi perdendo a linha
Ele então sentiu que eu estava sem calcinha
Para uma praga dessa machista e falocêntica
Uma mulher sem calcinha tá querendo saliença
Aí que foi alisamento procurando o que não tinha
E eu parada esperando para ver até onde ele ia
Confesso para vocês que se eu não me levanto
Não sei até onde ele ia e só em pensar volta o espanto
Em perceber que ainda hoje o corpo de uma mulher
Na cabeça de alguns ogros é pra fazer o que eles quer
Se enganam os que ainda pensam que somos feita para servir
Que tudo que fazemos na vida é tentando os caras seduzir
Nosso corpo é nosso e não compartilhamos o poder
De fazer com ele o que queremos e isso nada tem haver com
você
O que ele não entende é que minha sexualidade
É inteiramente minha e não pra alimentar sua vaidade
Posso andar sem calcinha em casa ou na rua
O que não justifica essa atitude sua
Faço aqui um apelo para os Zome evoluir
Parar de ser hipócrita fazer cena e fingir
Assume sua postura escroto enganador
Aprender que mulher é digna de respeito e muito amor
Seja ela preta ou branca isso agora não importa
Não admitiremos mais essas atitude torta
Paga de pró feminista pra transar com militante
Fala o que não pratica e isso é muito irritante
Tocar numa mulher sem o seu consentimento
Além de abusivo é muito violento
Não silenciar e falar para companheiras
Expor o desgraçado é uma atitude certeira
Agora vou acabar esse meu cordel relato
De mais um episódio do machismo ainda velado
Não permitir que ninguém emudeçam nossas palavras
De uma vez por todas NEM SILENCIOSAS NEM SILENCIADAS
SANTOS DE PIABAS, 2015
SANTOS DE PIABAS, 2015
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