quinta-feira, 28 de julho de 2016

É som de preta politizada no feminismo tá auto organizada.

É som de preta politizada no feminismo tá auto organizada
Esse som é diferente vou mandando a minha rima feminismo é libertário então se cuida seu machista.
Então se cuida seu racista por que aqui tu não tem vez, as mana tudo ligada aqui tu não banca de rei
As pretas já estão por dentro dessa sua desculpinha, o tal de pega e não se apega é onda pra não assumir a pretinha. 
Você diz que não está pronto pra assumir a relação, transa comigo e vai embora pra sua branca padrão. 


É som de preta politizada no feminismo tá auto organizada

Pois te digo só uma coisa, aqui tu não acha mais não, nem carinho, nem respeito some daqui Vacilão.
Diz que tenho um belo corpo e sou uma tentação, juras diversas no ouvido mas não segura a minha mão, não me apresenta pra tua turma porque acha vergonhoso, mas não te envergonha das mentiras que me diz olhando em meu olho.

É som de preta politizada no feminismo tá auto organizada

Você é um babaca patético e imbecil, digno de riso e pena, triste macho escroto e vil.
Se acha que transar com uma preta é uma ação anti racista chega aqui meu queridinho senta um pouco e reflita. Se tu acha que citar 
um amigo preto te liberta, para mim é muito pouco a atitude diária é o que interessa. 

É som de preta politizada no feminismo tá auto organizada

Riem do meu cabelo e pensam que me preocupo, acham que me afetam gritando ‘nega do cabelo duro’, escute aqui uma coisa são séculos de resistência, não é um racista de merda que vai apagar a minha essência. Meu cabelo é meu grito encrespado e emputecido que manda ir pro caralho sua porra de racismo.






Santos de Piabas – 25 / 09 / 2014
Ele já havia mostrado que não podia confiar
Eu já sabia que a fofura dele era só mais um truque pra trepar
A massagem era mais uma artimanha para confundir
Ter livre acesso ao nosso corpo com a desculpa das energias sentir

Pelo meu corpo adormecido deitado na confiança
Pensando que estava com amigo e por tanto em segurança
Entre meu corpo e a lombra de um beck recém fumado
Sinto no meu mamilo um toque indesejado

Eu fiquei foi meio besta, meio sem acreditar
Que aquele lazarento, depois de tanto alisar,
Passando a mão em meu corpo dizendo acarinhar
Tava era caçando um jeito de meu corpo violar

E nessa coisa toda de acariciar,
De fazer massagem pra amiguinha relaxar
Se empolgou com o toque e foi perdendo a linha
Ele então sentiu que eu estava sem calcinha

Para uma praga dessa machista e falocêntica
Uma mulher sem calcinha tá querendo saliença
Aí que foi alisamento procurando o que não tinha
E eu parada esperando para ver até onde ele ia

Confesso para vocês que se eu não me levanto
Não sei até onde ele ia e só em pensar volta o espanto
Em perceber que ainda hoje o corpo de uma mulher
Na cabeça de alguns ogros é pra fazer o que eles quer

Se enganam os que ainda pensam que somos feita para servir
Que tudo que fazemos na vida é tentando os caras seduzir
Nosso corpo é nosso e não compartilhamos o poder
De fazer com ele o que queremos e isso nada tem haver com você

O que ele não entende é que minha sexualidade
É inteiramente minha e não pra alimentar sua vaidade
Posso andar sem calcinha em casa ou na rua
O que não justifica essa atitude sua

Faço aqui um apelo para os Zome evoluir
Parar de ser hipócrita fazer cena e fingir
Assume sua postura escroto enganador
Aprender que mulher é digna de respeito e muito amor

Seja ela preta ou branca isso agora não importa
Não admitiremos mais essas atitude torta
Paga de pró feminista pra transar com militante
Fala o que não pratica e isso é muito irritante

Tocar numa mulher sem o seu consentimento
Além de abusivo é muito violento
Não silenciar e falar para companheiras
Expor o desgraçado é uma atitude certeira

Agora vou acabar esse meu cordel relato
De mais um episódio do machismo ainda velado
Não permitir que ninguém emudeçam nossas palavras

De uma vez por todas NEM SILENCIOSAS NEM SILENCIADAS

SANTOS DE PIABAS, 2015